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domingo, 20 de junho de 2010

Yule - Solstício de Inverno

O solstício de inverno é a noite mais longa do ano; porém, a partir deste dia, o Sol volta cada vez mais forte, para chegar ao seu ápice no solstício de verão. No hemisfério sul, ocorre sempre por volta de 21 de junho, e no hemisfério norte por volta de 21 de dezembro. 
Este dia marca a morte e o renascimento do Deus-Sol; marca também a derrota do Rei Azevinho, Deus do Ano Minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do Ano Crescente. A Deusa, que era morte-em-vida no solstício de verão, exibe agora o seu aspecto de vida-em-morte, pois ela é a Rainha da Escuridão neste sabbat, mas também é a mãe que dá à luz a criança da promessa, que irá fertilizá-la mais tarde e trazer de volta luz e calor ao seu reino.

Na noite mais longa do ano, toda a natureza dorme. O frio e o silêncio como a morte, agarram-se à Terra. Há o reinado da escuridão. Uma pausa, o flutuar entre a vida e a morte, a suspensão. Mas o mundo é sempre sonhado acordado, ano após ano.


A roda divide o ano em duas metades, a metade de Luz presidida pelo Rei Carvalho e a metade escuridão pelo Rei Azevinho. Os dois Reis são irmãos gémeos e consortes rivais pelo o amor da Deusa, que sempre preside aos combates, consciente de que a Roda sempre continua a girar.
Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que preside o trono, são dias quentes e claros, com o sol sempre brilhando intensamente. A figura mística do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso que caça a Deusa pela floresta. A cada novo dia o sol se torna mais forte, até o solstício de verão, quando ele se apresenta cansado e é vencido pelo Rei Azevinho (Escuridão) na batalha ritual. 
Em Yule o Rei Carvalho que durante os seis meses sombrios pode repousar, revigorar-se e regenerar-se, regressa do outro mundo e reclama o seu trono. Trava-se mais um combate ritual entre os dois irmãos e o Rei Carvalho, derrota o Rei Azevinho. E assim reina por mais seis meses dando continuidade ao ciculo que se repente continuamente. 
O rei Carvalho e o rei Azevinho são na realidade uma representação do próprio Deus Cornudo que quando deus Carvalho revela-nos o aspecto de renascimento da Luz e quando Rei Azevinho o seu aspecto de morte, de escuridão. Algumas versões da lenda representam o Rei da Luz pelo Veado e o rei das sombras pelo Lobo.
O lugar no trono é ocupado pelo Rei Azevinho, quando os dias serão mais curtos e a sombra instala-se com seu manto frio.

Eclipses em 2010

Neste ano poderemos visulaizar 4 eclipses, sendo dois eclipses do Sol e dois da Lua.. Destes, poderemos ver 3 daqui do Brasil:

  • Eclipse Solar parcial, em 15 de janeiro, este já ocorreu, mas não foi visível no hemisfério sul, apenas no hemisfério Norte;

  • Eclipse Lunar parcial, em 26 de junho - eclipse lunar parcial que poderá ser visto da Austrália, passando pela Ásia Oriental, parte da Oceania e acabando na América do Norte. Ele irá atingir seu ponto máximo às 8 horas e 40 minutos. Poderá ser visto no fim da noite em quase todo o Brasil; Esta eclipse ocorre logo depois do solstício de inverno que é o momento do Yule, da festa, da Roda do Ano, quando o Rei do Azevinho, o Senhor das Sombras, é vencido pelo Rei do Carvalho, o Rei do Sol, que é a Criança da Promessa. Nesta que é considerada a noite mais longa do ano, toda a natureza dorme. O frio e o silêncio como a morte, agarram-se à Terra. Há o reinado da escuridão. Uma pausa, o flutuar entre a vida e a morte, a suspensão. Mas o mundo é sempre sonhado acordado, ano após ano.

    • Eclipse total do Sol, em 11 de julho, visível apenas na sua etapa final extremo Sul do País. É um eclipse que vai deixar grande parte do Oceano Pacífico no escuro para depois ser parcialmente visível do Chile, Argentina, Uruguai e extremo sul do Brasil. O melhor momento acontecerá às 16 horas e 30 minutos com o Sol totalmente oculto.

    • Eclipse total da Lua, em 21 de dezembro. No Brasil, no fim da noite será visto praticamente de todo País.Esse será o último, mas nem por isso menos importante, ele será o único eclipse do ano que poderá ser visto de quase todo o território brasileiro, somente quando estiver quase terminando. Às 5 horas e 17 minutos será o ponto máximo desse eclipse lunar.