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sábado, 22 de maio de 2010

Mandalas

Desde a antiguidade o Ser Humano busca entender a criação representando as suas percepções do mundo por meio  de  reproduções  artísticas, ora copiando as estruturas da natureza, ora reproduzindo imagens oníricas de seus sonhos.   Os mandalas,  da forma que  os conhecemos hoje, surgiram no oriente como representações geométricas perfeitas, complexas ou singelas, dos templos dedicados aos deuses e deusas indianas que procuravam estabelecer uma ligação entre o Ser e sua natureza divina, e assim, permitir que ele tenha um vislumbre da sua natureza caótica e compreender o significado de sua existência.
A palavra Mandala vem do sânscrito (मणडल) e significa círculo ou Roda do Tempo. Ele simboliza a união do plano espiritual com o material e serve para organizar as visões religiosas do mundo,os  sistemas cósmicos  simbólicos e penetrar no EU pela meditação, ajudando, desta forma, a reunir as forças dispersas e a entrar em contacto com o nosso universo interior. 
Os mandalas são muitas vezes constituídos por uma série de círculos concêntricos, cercados por um quadrado que, por sua vez, é cercado por outro círculo. O quadrado possui um portão no centro de cada lado, o principal é voltado para o leste  (de onde surge o sol), com outras três entradas em cada ponto cardeal. Eles representam entradas, elaboradamente decoradas com símbolos tântricos, para o palácio da divindade principal e são baseados no desenho do templo indiano clássico de quatro lados.  A arquitetura do mandala representa tanto a natureza da realidade como a ordem de uma mente iluminada, daí ser o mandala uma combinação geométrica entre o que se observa com o que se cria, sendo ambos captados pelos sentidos. 
De modo mais prático, os mandalas funcionam como canais de energia que ajudam a equilibrar o organismo,  principalmente  quando suas  estruturas,  de  variadas  combinações  de  figuras geométricas compostas por círculos, quadrados, retângulos, triângulos, desenhos e figuras em torno de um centro, possam ser manipuladas pelos sentidos táteis do Ser Humano. Observar um mandala  pelo sentido da visão  é  outra  forma de trabalhar o nosso universo interior de um modo criativo, que nos ajuda também a reunir energias dispersas e a melhorar a nossa concentração, induzindo ao estado de relaxamento.  
Em termos de artes plásticas, o mandala se apresenta sempre como uma profusão de cores e normalmente representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem. Originalmente criados em giz, os mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia  da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. Os mandalas são considerados importantíssimos para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
A construção de um mandala presta-se muitíssimo bem para ajudar a despertar sentimentos e sensações que encontram dificuldade em manifestar-se,  desbloqueando os canais de comunicação com  a Grande Mãe, além de proporcionar a compreensão dos dissabores vivenciados durante o dia, superar as mágoas e ódios e restabelecer o equilíbrio do Ser.  
Assim, o  processo de construção de um mandala  em Patchwork é,  também,  uma forma de meditação constante. Durante o trabalho de construção de um Mandala em Patchwork, que é um processo demasiadamente  lento, com movimentos precisos e meticulosos desde a criação  das formas até a realização dos cortes e costura dos pontos, pode-se alcançar um verdadeiro estado de graça e paz com o nosso EU, sem dúvida um grande benefício para os que meditam a partir do mandala.
O processo da construção de um mandala em patchwork não difere em nada do processo de construção de qualquer outro mandala, pois para isso também se faz necessário a inspiração, a criação mental, a transposição da  arte criada internamente  para o plano físico e a transformação dos panos em sua arte.
Quando  o trabalho  está terminado  a meditação permanece;  a obra  apresenta-se como uma construção  extremamente colorida, a sua natureza se abastece de  cores  equilibradas e harmoniosas;  sua arte pode ser doada, você pode se doar;  sua obra pode ser tateada e observada por outras pessoas,  você pode ser tateada, olhada, ouvida,  sentida, saboreada e experimentada por um longo tempo, por todos que procurarem sua paz e  um aconchego no colo da Grande Mãe. 

Quilt da semana

Feita por mim e Edi, esta manta em forma de mandala trás os tons roxo e azul como destaque.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Hino a Ísis

Porque sou eu a primeira e a última
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços da minha mãe
Eu sou estéril, e os meus filhos são numerosos




 
Eu sou a bem casada e a solteira
Eu sou a que dá à luz e a que jamais procriou
Eu sou a consolação das dores de parto
Eu sou a esposa e o esposo
E foi o meu homem quem me criou







Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã do meu marido
E ele é meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a magnífica

Hino a Ísis descoberto em Nag Hammadi 
 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Oração Celta


Eu sou o vento que sopra pelos mares,
eu sou o macho selvagem,
eu sou a águia no penhasco,
eu sou rápido como o gavião,
eu sou guerreiro de muitas batalhas,
eu sou forte como uma lança,
eu sou a ponta de uma espada,
eu sou a pele do tambor que conclama à guerra,
eu sou a corda da harpa,
eu sou o campeão dos fracos,
eu sou a vista da montanha mais alta,
eu sou a sabedoria do poço mais fundo,
eu sou o vencedor do dia e da noite
sempre vivi. Já fui tudo!

 
Eu sou o vento que sopra pelos mares,
eu sou a fêmea selvagem,
eu sou a águia no penhasco,
eu sou rápido como o gavião,
eu sou a guerreira de muitas batalhas,
eu sou forte como uma lança,
eu sou a ponta de uma espada,
eu sou a pele do tambor que conclama à guerra,
eu sou a corda da harpa,
eu sou a campeã dos fracos,
eu sou a vista da montanha mais alta;
eu sou a sabedoria do poço mais fundo, 
 eu sou a vencedora do dia e da noite.
sempre vivi. Já fui tudo!

Petúnias


"Curiosamente, a única coisa que passou
pela mente do vaso de petúnias ao cair foi:
Ah, não, outra vez!


 Muitas pessoas meditaram sobre esse fato
e concluíram que, se soubéssemos exatamente
por que o vaso de petúnias pensou isso,






saberíamos muito mais a respeito da natureza do
Universo do que sabemos atualmente."
               Douglas Adams

Oração à Grande Mãe


Eu sou a Deusa, eu sou a bruxa
Eu sou aquela que ilumina e protege
O poder da Grande Mãe está dentro de mim.
Que a Grande Mãe
A Senhora do Norte
Encha de frutos a árvore da minha vida.

Grande Deusa que habita dentro de mim
Santifica cada palavra minha e cada ato meu
Afasta cada sombra de minha vida
Ilumina todas as minhas estações
Torna-me forte na dor
Torna-me bela no amor.
Que teu nome e teu poder
Sejam o meu nome e o meu poder. 

Assim sempre foi, assim sempre será.

A Mãe Natureza

A Grande Mãe e a Natureza


Desde a Antigüidade, o Ser Humano
fascina-se com os mistérios da Mãe Natureza:
Ciclos da Vida, a fertilidade e a colheita,
o cultivo e o nascimento na Alma do Feminino.
Na qualidade de filhas da Natureza, nós,
mulheres, vivemos o seu ritmo, seu fluxo,
a maternidade, reproduzindo a criação.



O eterno fluxo feminino:
a infância, substituída pela adolescência,
a jovem adulta à condição de mulher,
a parturiente à mãe: A Grande Mãe!

    A Grande Mãe, figura arquetípica
presente em variadas culturas,
tendo responsabilidade quanto à
nutrição e à destruição de sua criação.
A criação que está presente em nós
e ao nosso lado, no assumir de nossa fertilidade,
no cultivo, na colheita e no nascer
de uma Nova vida, de um Novo Ser.
Em nós, nascendo a partir de nós,
parte de dentro de nós,
chegando como criança a sua vida,
a sua existência, ao início de
um processo, de uma longa jornada.
É a construção da história de um novo Ser humano.





Após o parto, a mãe emociona-se ao ouvir o primeiro
choro do recém-nascido, o sopro divino,
a sua primeira respiração nesta existência.
Neste momento,
a criança, está sobre a barriga da mãe,
com os olhos fechados como que na
imersão em seu mundo interior, do qual
emergiu apenas fisicamente.
Neste exato momento, reina a totalidade:
a Grande Mãe com sua Criação Divina.


 


O milagre de uma nova vida principia
misteriosamente e em silêncio.
A mãe aceita esse milagre em si e naquele
que também encontra-se adormecido sobre si.
Aos poucos, o recém-nascido abre seus olhos,
olha para a mãe e sorri. A mãe revive todo o milagre.
 





Ela vê a profundidade nos olhos do pequeno Ser,
que parece vir de longe, e ela pressente a existência,
ali, de uma sabedoria que traz as experiências de toda
a humanidade, e então admira -se ao intuir em sua
Alma Feminina vínculos com todas as mulheres que
já viveram ou viverão a mesma experiência que,
apesar de universal, é muito única para cada uma.



Talvez a mãe acaricie, cheia de veneração,
o milagre de sua criação: a criança que,
com a expressão de felicidade em seu pequeno rosto,
fecha seus olhos para retornar por um breve momento
ao lugar de onde veio: ao útero da Grande Mãe Natureza.
Sem o filho não existiria o pai, a mãe, e o homem não
poderia viver essa dimensão de sua vida; a mulher não
poderia experimentar o mistério da gravidez e da
maternidade. Sem a Criança, não existiria o produto
da criação com a imagem e semelhança à natureza.



 
Enquanto houver a fertilidade, o cultivo,
a colheita e o nascimento de um novo Ser,
haverá uma Mãe que carregou sua Criança
durante seu cultivo sob seu coração e que
após a colheita o carrega em seu coração.
Existirá, sempre, a Grande Mãe que nos acolhe,
nos acompanha e nos admira ao sermos Mães,
que a sua semelhança, carregamos ao colo,
nossa criação: a Criança Divina.
Poema de autoria desconhecida.  

Mãe, por Fernando Pessoa


MÃE...
"Beija-nos suavemete na fronte,
Tão levemente na fronte que não saibamos que nos beijam
Senão por uma diferença na alma.
E um vago soluço partindo melodiosamente
Do antiquíssimo de nós
De uma oculta vontade de soluçar,
Talvez porque a alma é grande e a vida pequena,
Vem e embala-nos, vem e afaga-nos,
Vem cuidadosa
Vem maternal"...
Fernando Pessoa





INANNA HOJE

No ciclo de Inanna há a criação, a reprodução e a destruição. A força da Deusa reside na capacidade de desistir daquilo que há de mais precioso, a fim de garantir crescimento e regeneração, a transformação só pode ocorrer quando atitudes e valores antigos são substituídos por novos.

Quando ocorre em nossa vida a ruptura de um relacionamento e se tenta iludir-se com o retorno do parceiro, a vida pára. Até para que uma relação persista, antigas expectativas devem ser sacrificadas para o bem do desenvolvimento psicológico de cada indivíduo. A morte e o pranto têm pelo menos o propósito de permitir a regeneração no relacionamento. Sem o processo de confrontação de pressupostos antigos, independentemente de quão dolorosos sejam, o relacionamento, seja como for, acaba morrendo.


A submissão à escuridão, à sombra, a aceitação dos aspectos negativos de "anima" e "animus", o lado afetivo e instintivo à natureza, e a assimilação do inconsciente no sentido de integração da personalidade, são algumas das expressões mais significativas que caracterizam o início decisivo do desenvolvimento psíquico do homem moderno.


Inanna chega até nós para dizer que uma jornada até o inferno é o caminho para a totalidade. Você como Inanna deve desafiar seu lado sombra, abraçar esta sua irmã do submundo e tentar desvendar seus mais secretos segredos. É necessário conhecer todos os aspectos de si mesma(o), tanto os bons quantos os ruins para se conquistar a totalidade.



Abandone você também todos os seus pertences, deixe cair suas vestes e entregue-se à viagem em busca de seu lado sombrio. Aventure-se na escuridão do seu ser, pois é só assim que alcançará o equilíbrio, a iluminação e a inteireza.

Esta jornada deve durar o tempo que for preciso. Quando chegar ao sub-mundo, Inanna irá lhe receber e seu retorno será repleto de glórias, mas com consciência da sua vulnerabilidade, pois só assim, poderá erguer-se aos céus impulsionada (o) com a força do conhecimento e da sabedoria adquiridos.


JORNADA AO SUB-MUNDO

Para realizar esta jornada você necessitará em primeiro lugar de um recinto fechado, de preferência chaveado para ter o máximo de privacidade. Outros materiais:

1 vela branca (colocada à sua frente)
1 taça com água (à direita)
1 incenso (à sua escolha, pode ser colocado à esquerda).
1 espelho



Como a deusa Inanna você escolheu fazer esta viagem ao sub-mundo, portanto é necessário tenha consigo 7 objetos para se desfazer, podem ser peças de roupa.

Crie um espaço sagrado no seu imaginário, sente-se ou fique em pé, em frente à vela e invoque com suas próprias palavras ou diga:

Oh Inanna, Rainha do Céu e da Terra,
Que regenera nossos destinos à cada lua nova,
Nos envolva com seu manto de sabedoria e beleza
E nos guie nesta viagem, que já lhe é tão conhecida
Estou disposta(o) à descer ao sub-mundo
para compreender sua magia e mistérios,
pois estes conhecimentos são necessários
para a evolução de minha alma.
Deusa Inanna, poderosa rainha dos povos antigos
Abençoa-me na luz da sua onisciência!


Quando achar que estiver pronta(o), inspire profundamente e expire, desapegando-se de tudo. Inspire e relaxe o corpo. Agora abra os olhos e se encare-se no espelho. Lentamente comece a tirar sua roupa, dando a cada uma delas o nome de um elemento que é negativo em sua vida (inveja, ciúme, raiva,etc). Diga adeus a estes elementos e deixe as vestes caírem ao chão. Se quiser, realize estes gestos com música, o efeito é surpreendente. Feito isso, sente-se em frente a vela.

Volte a inspirar e expirar lentamente por três vezes e sinalize então a entrada de uma caverna. Você está diante dela e deve entrar. Lá dentro é seguro e você descerá bem fundo, até ver uma luz no fim deste túnel. É o limiar do Inferno.

Entre sem medo e chame sua sombra. Qual é sua aparência? Como ela faz você sentir? O que ela tem para lhe dizer? Tente conversar com ela por um determinado tempo. Se tiver medo quando encontrar este seu lado sombrio, continue respirando profundamente e reconheça o medo, ele está ali para ajudá-la(o). Ser capaz de testemunhar todos os aspectos de nós mesmos, com ou sem medo, é o que nos leva à totalidade.


Agora é hora de voltar, portanto diga adeus à sua sombra e caminhe de volta ao túnel, sentindo-se energizada(o), revigorada(o). Suba cada vez mais até chegar a entrada da caverna. Respire fundo e, enquanto solta o ar, volte ao seu corpo. Respire fundo mais uma vez e quando estiver pronta(o) abra os olhos. Feliz Retorno!




Minha vulva, a meia-lua,
o Barco do Céu,
Está cheia de avidez como a jovem lua.
Minha terra não lavrada está abandonada.
E eu, Inanna,
Quem irá arar a minha vulva?
Quem irá arar meus altos campos?
Quem irá arar meu chão úmido?"


visto no blog Alta Sacerdotisa

Ser Bruxa

Para começar convém citar uma regra bem simples em nossos domínios:
 
"Tudo o que fizeres voltará em triplo para ti"

Todos aqueles que adotam a Wicca como a sua maneira de se ligar ou religar ao EU SUPERIOR  usa esta simples regra no seu dia-a-dia, transformando-a em seu  meio de vida, uma peculiar forma de se interagir em sociedade. Um exemplo fácil de entender essa regra: se você ofertar bondade, receberá bondades em triplo, se der amor, terá amor em triplo, se desejar a maldade para outrem, receberá triplas maldades.
Assim, um praticante Wicca tem consciência dos seus atos. Praticar algo amoroso ou prejudicial a outra pessoa ou ambiente, receberá por três vezes as consequências de seus atos.